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Orvalho do Céu


A Comunhão diária é uma fonte diária de amor
, de força, de luz, de alegria, de coragem, de toda virtude e de todo bem. "Quem tem sede, venha a mim, e beba" (Jo 7,37), disse Jesus; só Ele é "a fonte de água que jorra para a vida eterna" (Jo 4,14). Como é possível que haja quem não queira, ou ache dificuldade para aproximar-se cada dia desta divina "Mesa do Senhor" (1 Cor 10,21)?

 

Santo Tomás Moro, Grão Chanceler da Inglaterra, que morreu mártir por ter-se oposto ao cisma, ouvia cada manhã a Santa Missa, e recebia a Santa Comunhão. Alguns amigos procuravam fazê-lo notar que aquela assiduidade não era conveniente para um leigo ocupado em tantos negócios do Estado. "Vós me apresentais - respondeu o Santo - todas aquelas razões que, ao contrário, me convencem ainda mais a receber a Santa Comunhão cada dia. Pois a minha dissipação é grande e é com Jesus que eu aprendo a recolher-me. As ocasiões de ofender a Deus são frequentes, e eu busco cada dia nele a força para evitá-las. Tenho necessidade de luzes e de prudência para realizar negócios muito difíceis, e cada dia posso consultar a Jesus na Santa Comunhão. Ele é o meu grande mestre".

 

Ao célebre biólogo Banting perguntaram uma vez porque ele se apegava tanto à Comunhão diária. "Vocês já pensaram - respondeu Banting - que aconteceria se não caísse cada noite o orvalho do céu? Nenhuma planta poderia crescer; as ervas e as flores não suportariam o efeito da transpiração que o calor do dia, de um modo ou de outro, nelas provoca. A recuperação das forças, a baixa da temperatura, o equilíbrio dos humores linfáticos e a própria vida das plantas dependem do orvalho ... " E, depois de fazer uma pausa, continuou: "Minha alma também é como uma plantinha, uma coisa delicada sobre a qual o vento e o calor se arremetem cada dia. Então é necessário que cada manhã eu vá fazer o meu reabastecimento de orvalho espiritual, aproximando-me da Santa Co­munhão".

 

"Aqueles que têm poucas ocupações - dizia com justeza São Francisco de Sales - devem comungar frequentemente, porque têm comodidade para isso; e aqueles que têm muitas ocupações, também, porque disso têm necessidade".

 

o José Cottolengo recomendava aos médicos da "Casa da Divina Providência" que ouvissem a Missa e fizessem a Comunhão, antes de começarem difíceis operações cirúrgicas, porque, dizia ele, "a medicina é uma grande ciência, mas o grande médico é Deus".

 

E São José Moscati, célebre médico de Nápoles, tinha este regulamento de vida: esforçava-­se, de modo incrível, (à custa até de enormes sacrifícios, especialmente por causa das frequentes viagens que tinha que fazer) para não perder a Comunhão diária; mas se algum dia lhe era de todo impossível comungar, naquele dia ficava sem coragem de fazer suas visitas aos doentes, porque, como dizia ele: "Sem Jesus não tenho luzes suficientes para tratar dos pobres doentes". E, quantas vezes, ele receitava ao doente, como começo da cura, a Confissão e a Comunhão?

(Jesus, Nosso Amor Eucarístico - Pe. Estevão M. Manelli, FI)

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